País
Operação Torre de Controlo. Decorrem buscas em casa do cunhado de ministro Leitão Amaro
A RTP apurou que estão a decorrer buscas domiciliárias em casa do cunhado do ministro António Leitão Amaro. É a segunda fase da Operação Torre de Controlo. Investiga suspeitas de corrupção no aluguer de helicópteros para o combate a incêndios florestais. Na operação de hoje, que visa a recolha de documentação, foram constituídos três arguidos.
(em atualização)
Há 11 buscas em curso. São seis buscas domiciliárias, uma a uma empresa e quatro em escritórios de advogados.
Pelo que a RTP apurou, na operação de hoje foram constituídos, até agora, três arguidos - dos quais se inclui o cunhado do ministro da Presidência, Ricardo Leitão Machado.
A casa de Ricardo Leitão Machado fica na zona do Restelo. As buscas também estarão a decorrer na empresa Gesticopter, da qual é proprietário.
Em causa estão suspeitas de corrupção na contratação de meios aéreos no combate a incêndios rurais.
Esta é a segunda fase da investigação. As autoridades já tinham realizado buscas na Força Aérea e em outras empresas. Na altura, seis pessoas e quatro empresas foram constituídas arguidas.
Esta é a segunda fase da investigação. As autoridades já tinham realizado buscas na Força Aérea e em outras empresas. Na altura, seis pessoas e quatro empresas foram constituídas arguidas.
A Polícia Judiciária indicou, inicialmente, que havia "relações complexas" entre várias sociedade comerciais e estaria em causa o controlo da participação nos concursos públicos, no âmbito do combate de incêndios.
O edifício onde há um ano estava sediada a empresa de Ricardo Leitão Machado, em Monfortinho, está devoluto e não há informação de onde estará a sede fiscas da Gesticoper.
Em comunicado, a PJ confirmou esta quinta-feira que desencadeou, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), "uma operação policial no distrito de Lisboa, para cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão, visando domicílios, sedes de sociedades comerciais e escritórios de advogados".
"No âmbito do inquérito titulado pelo DCIAP investiga-se a prática, entre outros, de crimes de burla qualificada, corrupção passiva, corrupção ativa e associação criminosa", acrescenta.
Em causa estão "factos suscetíveis de configurar a prática de ilegalidades relacionadas com a contratação de meios aéreos para combate a incêndios rurais, existindo suspeitas de que os responsáveis das empresas concorrentes, após terem acesso a informações privilegiadas, combinando previamente entre si as propostas a apresentar nos procedimentos lançados, lesando os interesses financeiros do Estado".
Participaram na operação 63 elementos da Polícia Judiciária, quatro juízes de instrução criminal, seis magistrados do Ministério Publico, quatro elementos do NAT da Procuradoria Geral da República e quatro representantes da Ordem dos Advogados.
"A UNCC dará continuidade à investigação, procedendo à análise dos elementos probatórios recolhidos, com vista a determinar o apuramento integral das responsabilidades criminosas e assegurar a conclusão célere da investigação", lê-se no comunicado.
Em comunicado, a PJ confirmou esta quinta-feira que desencadeou, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), "uma operação policial no distrito de Lisboa, para cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão, visando domicílios, sedes de sociedades comerciais e escritórios de advogados".
"No âmbito do inquérito titulado pelo DCIAP investiga-se a prática, entre outros, de crimes de burla qualificada, corrupção passiva, corrupção ativa e associação criminosa", acrescenta.
Em causa estão "factos suscetíveis de configurar a prática de ilegalidades relacionadas com a contratação de meios aéreos para combate a incêndios rurais, existindo suspeitas de que os responsáveis das empresas concorrentes, após terem acesso a informações privilegiadas, combinando previamente entre si as propostas a apresentar nos procedimentos lançados, lesando os interesses financeiros do Estado".
Participaram na operação 63 elementos da Polícia Judiciária, quatro juízes de instrução criminal, seis magistrados do Ministério Publico, quatro elementos do NAT da Procuradoria Geral da República e quatro representantes da Ordem dos Advogados.
"A UNCC dará continuidade à investigação, procedendo à análise dos elementos probatórios recolhidos, com vista a determinar o apuramento integral das responsabilidades criminosas e assegurar a conclusão célere da investigação", lê-se no comunicado.